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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Mudanças e relacionamentos

Nesse final de semana passei por experiências bem interessantes que me fizeram refletir um pouco mais sobre mim e com o que acontece ao meu redor.

No sábado fui ao aniversário da minha avó paterna, foi ao meio dia no Clube Comercial, na cidade de Taquara. Foi bom, churrascada, cervejada, vinhos, mesa de sinuca e parentes, até que em número relevante, umas 20 pessoas presentes na festa. E é sobre isso que quero começar a relatar. Sempre tive uma relação distante (mas não inimiga) da minha família por parte de Pai. E foi bom, mas curioso o almoço, ao mesmo tempo que eu conhecia todo mundo e conversava normalmente, eu me sentia distante de tudo e de todos.

Percebi que vivo em um mundo paralelo, apesar de gostar de todos, tios, primos, avós, irmãos...  sou diferente, e eles nao menos.

A continuação do final de semana foi na fria São Chico, minha terra Natal e aonde estão minhas raízes. Minha família materna ainda mora lá, avó, bisavó, irmão e mãe, e tenho um contato maior com eles, até porque fui criado pela minha avó por parte de Mãe.

Mas a questão do tempo e da distância voltam aqui a me perseguirem. Fui na Festa do Pinhão, atração da cidade, e embora eu tenha saído da cidade há apenas 5 anos, não reconheci quase ninguém presente no evento, e os poucos que reconheci, tive quase nenhuma intimidade, mal e mal cumprimentos, inclusive as pessoas com quem fui criado.

É impressionante o que o tempo e a falta de convivência fazem com as pessoas, eu por muitas vezes me desconheço, e fico perguntando-me: será que mudei tanto assim? As pessoas mudaram? O mundo mudou?

Tudo muda, o mundo gira, gira e para sempre no mesmo lugar, mas a pergunta é, na volta você estará no mesmo lugar e inerte às mudanças?

2 comentários:

  1. O questionamento do final do texto deixa margem para uma reflexão curiosa. O ser humano, na maioria das vezes, tem vontade de saber "como serão as coisas daqui a X tempo". Com certeza, o mundo dá voltas. E quando voltamos ao mesmo ponto por onde já passamos, anteriormente, somos pessoas diferentes: mais maduras, mais experientes e talvez, até mais felizes.

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