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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Muito mais que um desabafo.

Minha vida sempre foi de altos e baixos, também acho que é comum a todos essa frase. Mas há algo que eu tenha que talvez não seja tão comum, minha ceticidade, descrença e ao mesmo tempo a minha intensidade no que vivo.

Sempre fui assim, intenso, por vezes até demais, e acabo me dedicando e vivendo como se fosse a última vez que esse momento aconteceu. Acabo por me entregar por completo em relacionamentos, cursos, atividades esportivas e trabalho. O problema disso é que não sou correspondido na altura em que me dedico, e isso me frustra posteriormente e acabo desistindo ou achando sem graça e penso que não era o que eu queria realmente.

Durante a minha existência fui cético, descrente no amor, na paixão, em Deus e outras coisas mais. Acho que isso também é prejudicial, tenho que aprender a dosar emoções, sentimentos e desejos.

Em 30 anos, talvez esse seja o momento de repensar todas minhas atitudes, tentar me redescobrir e viver para mim, o que sinto, penso, desejo. Sei que para um leitor, esse texto deve ser um saco, mas como eu falei no título, isso seja mais um desabafo de sentimentos do que propriamente um post.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

O mundo digital encurtou as distâncias realmente?

Por vezes me deparo pensando em um assunto que, acredito eu, já tenha sido debatido inúmeras vezes por usuários da internet, mais precisamente as redes sociais.

Faço a seguinte pergunta: as redes sociais afastam ou aproximam as pessoas?

Tenho dúvidas e respostas concisas sobre isso, penso que as duas coisas acontecem e variam muito de pessoa para pessoa. No meu caso, acho que aproxima as que estão distantes mas afastam as que estão próximas.

Hoje em dia você pode conversar por Msn, Google Talk, Skype, Facebook, Twitter, enfim diversas possibilidades. Então isso aproxima você de quem está longe, e de quem está perto? Você pode falar com as pessoas próximas a você, mesma cidade, bairro, rua, edifício, inclusive mesma sala de escritório, sem trocar uma palavra oral com uma pessoa.

Isso não distancia? Por exemplo, se você fala direto com algum amigo seu por uma destas ferramentas, não se sente no direito de falar que tem contato direto com o "fulano", então não é necessário encontrá-lo fisicamente?

Bom, eu estou nessa situação, sinto falta das conversas de roda de bar, as besteiras, os "churras"… espero que esse tempo retorne. Mas e para você, a internet (redes sociais) afastam ou aproximam as pessoas?

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Despedida de um grande amigo

Meu amigo Vinícius

Para muitos “O Seco” , Seco, Vini, Bene, Cagadinho, enfim… mas para mim é: amigo, irmão, primo, camarada, parceiro, ou seja, alguém que sempre pude contra mesmo não estando juntos, escrevo abaixo singelas palavras que apenas traduzem o que to sentindo no momento.

Lembro de quando te conheci, jogando The King of Fighters 95 no Fliper do Caveira, tu quietão, escolhendo sempre o trio da Coréia para Lutar e já ficava bravo quando perdia na época, hehehehe. O tempo foi passando, fomos nos conhecendo e a amizade começou a tornar-se mais intensa, fui embora para Canela, morei por um ano lá, fostes me visitar inclusive. PS. Lembra das aventuras do Nino, da Maria do Bairro? (hahhaha deixa quieto). Nos afastamos nesse meio tempo, mas o destino quis que nos encontrássemos novamente, e o local escolhido foi Taquara e o Santa Teresinha. Cara que bons tempos, como nos divertimos… Primeira aula e tu já atucanado com o problema de gagueira e eu tri pau no cu te trollei ainda. Hahahahaha, turma boa com o Paleta, Juliano, Giu, Vanice e uma galera.

Posterior a isso, voltei para São Chico e aí sim tivemos um contato bem direto até você ir para Porto Alegre morar com o Cagadinho. Quando voltou trabalhamos próximos, vc no laoboratório e Eu no hospital e foi aí que intensificou nossas disputas acirradas no play, lá na locadora do Alan, ou como diria o Chicão: na “Alan House”.  Nossas festas e carnavais passados no Cruzeiro com o Opyção. Então você mudou-se de vez para Porto e eu para Três Coroas, depois de nos conhecermos, foi o tempo que ficamos mais afastados. Nesse meio tempo nasecu o Vitor Hugo, vc foi padrinho de batismo, juntamente com o Diego, Chicão, Diogo, Fábio e o Nino. Mas aí o destino incrível e coincidentemente bate a nossa porta, recebo uma ligação de uma guria, perguntando se eu era o Marcelo, se eu te conhecia, eis que era a D. Melize, minha prima que não via há muito tempo e que por intermédio do Spencer te conheceu que por sua vez me conhecia…

Mudei-me para Porto Alegre constituí família, novos trabalhos, consequentemente conheci novas pessoas, mas mesmo assim continuamos tendo raros contatos. Tivemos momentos de alegrias, um episódio fatal que também nos fez refletir muito o verdadeiro sentido da palavra amizade, e depois de um tempo novamente distantes, a Família TFC me acolheu e nos uniu, e no momento que estamos mais próximos, novamente ele: o destino, nos separa mais uma vez.

Seco. Estou muito triste por ficar distante novamente do amigo, mas muito feliz por saber que essa maravilhosa pessoa, de caráter exemplar, sinônimo de amizade, coração e parceria está indo em busca do que sempre acreditou, do seu ideal e de um futuro ainda mais brilhante. Sei que depois de todos esses encontros e desencontros com certeza conversaremos mais, jogaremos mais e riremos juntos por muitas vezes. Peço desculpas pelo longo desabafo, mas foi de coração e te desejo muito sucesso nessa nova empreitada.

Um grande abraço do teu amigo Marcelo da Sois.



segunda-feira, 6 de junho de 2011

Mudanças e relacionamentos

Nesse final de semana passei por experiências bem interessantes que me fizeram refletir um pouco mais sobre mim e com o que acontece ao meu redor.

No sábado fui ao aniversário da minha avó paterna, foi ao meio dia no Clube Comercial, na cidade de Taquara. Foi bom, churrascada, cervejada, vinhos, mesa de sinuca e parentes, até que em número relevante, umas 20 pessoas presentes na festa. E é sobre isso que quero começar a relatar. Sempre tive uma relação distante (mas não inimiga) da minha família por parte de Pai. E foi bom, mas curioso o almoço, ao mesmo tempo que eu conhecia todo mundo e conversava normalmente, eu me sentia distante de tudo e de todos.

Percebi que vivo em um mundo paralelo, apesar de gostar de todos, tios, primos, avós, irmãos...  sou diferente, e eles nao menos.

A continuação do final de semana foi na fria São Chico, minha terra Natal e aonde estão minhas raízes. Minha família materna ainda mora lá, avó, bisavó, irmão e mãe, e tenho um contato maior com eles, até porque fui criado pela minha avó por parte de Mãe.

Mas a questão do tempo e da distância voltam aqui a me perseguirem. Fui na Festa do Pinhão, atração da cidade, e embora eu tenha saído da cidade há apenas 5 anos, não reconheci quase ninguém presente no evento, e os poucos que reconheci, tive quase nenhuma intimidade, mal e mal cumprimentos, inclusive as pessoas com quem fui criado.

É impressionante o que o tempo e a falta de convivência fazem com as pessoas, eu por muitas vezes me desconheço, e fico perguntando-me: será que mudei tanto assim? As pessoas mudaram? O mundo mudou?

Tudo muda, o mundo gira, gira e para sempre no mesmo lugar, mas a pergunta é, na volta você estará no mesmo lugar e inerte às mudanças?